MEIO AMBIENTE

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Pescadores sergipanos participam do I Fórum Sergipano de Pesca e Meio Ambiente


 


Foto: Ascom/Semarh


 


Cerca de 200 trabalhadores da pesca e representantes de instituições que trabalham diretamente no setor participaram hoje, 20/1, da realização do I Fórum Sergipano de Pesca e Meio Ambiente. O evento, promoção da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), objetiva construir um espaço de convergência social para a formulação de um plano de ação estadual de enfrentamento das dificuldades das condições da pesca.


 


Durante a abertura, o superintendente de Educação Ambiental da Semarh, Lício Valério Lima explicou que, por intermédio da sensibilização, educação e ampliação das ações e participação popular, o fórum busca contribuir para o estabelecimento de políticas de desenvolvimento sustentável para a pesca no Estado de Sergipe e direcionar Políticas Públicas necessárias ao desenvolvimento da pesca de forma integrada para os três níveis da federação.


 


“Esses pescadores são artesanais. São representantes de todas as colônias de pesca do Estado, comunidades que desempenham papéis importantes no processo produtivo e nos cuidados com suas famílias, inclusive, com a responsabilidade de serem chefes da família e assegurarem o sustento do grupo”, explica Lício, enfatizando que, diante dessa realidade, exista a necessidade de uma relação maior entre o pescador e o meio ambiente. “Será um momento do desapertar da relação essencial entre a qualidade de vida e desenvolvimento sustentável, uma vez que deles necessitam para viver”, salienta.


 


Categoria ouvida


Segundo o presidente da Federação dos Pescadores do Estado de Sergipe (Fepese), Marcos Menezes, com a realização do fórum abre-se uma nova oportunidade para os pescadores debaterem sobre suas realidades e suas principais dificuldades.“São raras as oportunidades de sermos ouvidos. Esse fórum proporcionou essa situação. Passamos crises e temos direitos não reconhecidos por nós mesmos, precisamos saber dos nossos benefícios”, declarou.


 


De acordo com seu “Sobó”, como é popularmente conhecido o pescador José Carlos dos Santos, 18 anos de profissão, e presidente da Colônia Z14, a conservação dos rios do Estado garante dias de pesca favoráveis. “Eu sempre pesco robalo, tainha, bagre, arraia e camarões às margens do rio Sergipe. Observo que, da Barra dos Coqueiros até chegar em Riachuelo o rio está bem cuidado. Se meus colegas pescadores erram com o cuidado do rios e das matas ciliares eu falo com eles e chamo as autoridades”, conta o pescador.


 


Já para o pescador Cícero Lima, a situação do Baixo São Francisco ainda merece cuidados. “O assoreamento do rio por falta das chuvas causa a baixa do rio, prejudicando assim as desovas dos peixes. Também acho que a poluição tem que ser combatida, pois ainda é presente por lá. Pescadores e comunidades ribeirinhas devem ser ajudantes da fiscalização ambiental”, aponta  Cícero lembrando que, nesse período de piracema, de novembro a fevereiro, a situação de vida financeira dos pescadores é ainda mais frágil. “É quando não podemos deixar de receber o seguro desemprego. O rio é tudo o que temos”.