Médicos sentam hoje para negociar com a Prefeitura de Aracaju

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O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) participa hoje às 10h, de mais uma reunião com a comissão de negociação da Prefeitura Municipal de Aracaju. O encontro acontecerá no Centro Administrativo da prefeitura, onde o presidente da entidade José Menezes, espera que receber uma contraproposta da PMA para a pauta de reivindicações da categoria, em greve desde a quarta-feira de Cinzas, 6/2. A pauta foi encaminhada em outubro do ano passado ao gestor municipal, que até o momento não apresentou nenhuma resposta. O resultado do encontro de hoje vai ser apresentado aos médicos estatutários da prefeitura amanhã, às 8h30, em assembléia geral, quando se definirá pela continuidade ou não da greve geral, iniciada no dia 6 deste mês.


“Acredito em tudo. Por que então não acreditaria que vamos ter uma proposta razoável da prefeitura às nossas reivindicações? “, comentou Menezes. A greve está atingindo os cerca de 300 médicos efetivos, distribuídos pelas 129 equipes do Programa Saúde da Família, 43 postos de saúde e dois centros de especialidades médicas.


Um dos principais pontos da pauta de reivindicação é a quebra do teto salarial, que de acordo com José Menezes vem fazendo com que desde 2004 o salário dos médicos seja o mesmo, não ultrapassando os R$ 4,7 mil. “Por conta disso, ele pode dar qualquer reajuste que a situação não sairá da mesma. O nosso vencimento básico é de R$ 1,7 mil e acrescido a ele está uma gratificação de R$ 3 mil, custeada pelo Ministério da Saúde. Ou seja, se ele aumenta o vencimento básico, reduz a gratificação do MS, porque a soma final não pode ultrapassar o teto”, explicou José Menezes.


Outra luta da categoria médica é a destinação de 20% da carga horária para atualizações e capacitações. Associados a isso estão ainda os pedidos de melhoria das condições de trabalho, a exemplo da infra-estrutura das unidades de saúde. “Estamos há muito tempo pedindo a melhoria das condições, porque a população está sendo prejudicada por conta disso, não por conta da nossa greve, que é também em defesa dos interesses da população, que não tem acesso, por exemplo, a consultas especializadas e a cirurgias eletivas através do Sistema Único de Saúde”, frisou o presidente do Sindicato dos Médicos em Sergipe.