Governo garante atendimento domiciliar a pacientes com câncer

Canal Viva Bem


Foto: Wellington Barreto


A Secretaria de Estado da Saúde (SES), está garantindo em domicílio o atendimento de pacientes com câncer, considerados Fora de Possibilidade Terapêutica Curativa (FPTC). O Home Care – expressão em Inglês que significa cuidado domiciliar – é uma especialização na área da saúde com visão bem diferente da chamada hospitalocêntrica: ao invés do paciente ir até o hospital para tratamento, os profissionais vão até a sua casa tratá-lo.


O serviço é realizado três vezes por semana pelo Centro de Oncologia Dr. Oswaldo Leite (COOL) do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE). Para isso, a unidade conta com a atuação de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e até odontólogos, quando necessário.


A clínica médica Vanderlúcia de França, que coordena o trabalho de visita, explica a importância dessa extensão. “Nossa meta é controlar os sintomas daqueles pacientes que já não conseguem mais se deslocar até a unidade. Após uma avaliação, definimos o que pode ser feito para oferecer mais qualidade de vida ao doente. Não medimos esforços na hora de adotar os procedimentos e, para isso, contamos também com o apoio da família”, afirma.


Referência


Sergipe é um dos poucos estados do país onde, além do atendimento clínico, o paciente visitado recebe ainda todo o suporte necessário para dar seqüência ao tratamento em casa. Pelo menos 90% dos assistidos recebem analgésicos de ponta, ou seja, aqueles de custo elevado e que não são encontrados em farmácias comuns. Outras medicações para casos de náuseas e constipação, por exemplo, também são distribuídas gratuitamente.


De acordo com a coordenadora administrativa do COOL, Rute Andrade, atualmente mais de 20 pacientes estão cadastrados no Home Care da Oncologia. “É muito bom saber que essas pessoas continuam lutando pela vida mesmo longe do hospital. O usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) não está esquecido, abandonado pelo poder público”, destaca Rute Andrade.


Alívio


Mesmo enfrentando uma situação difícil após dez meses de tratamento contra um tumor no fígado, Dona Maria Bezinha, 49, continua lutando pela vida. A dona de casa Dileide Bispo é quem garante os cuidados da mãe no bairro Farolândia, zona sul de Aracaju.


Ela conta que graças ao atendimento em domicílio agora se sente mais segura. “Minha mãe não consegue sequer sair da cama sem ajuda. A gente não pode ir até o hospital porque mesmo o balanço do carro faz mal a ela. Não sei o que faria se não fosse a ajuda desta equipe vindo até aqui. Só tenho a agradecer”, desabafa.


Segundo a assistente social Maria Luiza dos Santos, o trabalho de interação não se resume à visita. Caso o paciente terminal venha a óbito, o hospital faz todo o encaminhamento e ainda providencia a documentação necessária. “Sabemos que o processo é doloroso para os parentes. O apoio emocional faz toda a diferença no momento de lidar com a perda de um ente querido”, explica Luiza.