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Cesta básica está 9,37% mais cara em Aracaju


O custo da cesta de alimentos na capital sergipana teve retração, em comparação com dezembro, de -4,55%. Em relação a janeiro de 2008 a alta é de 9,37%, a segunda menor elevação em 12 meses, no conjunto das capitais do Nordeste, para as quais o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas de Sergipe (Dieese) dispõe de dados para o período. O custo dos 12 itens essenciais ficou em R$ 184,48.


Em janeiro, o DIEESE apurou queda no preço de seis itens que compõem a cesta básica pesquisada em Sergipe: tomate (-26,73%), feijão (-8,06%), açúcar (-2,46%), pão (-1,84%), café (-1,66%), carne (-1,22%), e farinha (-0,53%). Banana (22,59%), manteiga (6,30%), óleo (5,15%), e o arroz (1,13%) foram os itens que apresentaram alta. O leite in natura não registrou alteração de preço.


Em 12 meses, apenas cinco produtos tiveram redução de preço: feijão (-39,64%), açúcar (-22,22%), óleo de soja (-14,93%), manteiga (-11,66%), e banana (-6,06%). Os demais itens registraram aumento: tomate (133%), arroz (37,42%), carne (18,08%), café (12,32%), farinha (11,18%), pão (9,23%), e leite (2,08%).


Em janeiro, o trabalhador sergipano que recebe salário mínimo precisou despender uma jornada de 97 horas e 48 minutos, para adquirir o conjunto de bens de primeira necessidade. Em dezembro, a mesma compra exigia a execução de 102 horas e 28 minutos. Em janeiro de 2008, a jornada necessária para realizar a mesma compra era de 97 horas e 39 minutos.


Também quando se considera o valor do salário mínimo líquido – após o desconto da parcela referente à Previdência Social – verifica-se a mesma correlação. Em janeiro, o custo da cesta representava 48,32% do mínimo líquido, inferior ao necessário em dezembro (50,62%).


Queda em 10 capitais


Em janeiro, 10 das 17 capitais onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, registraram recuo no custo dos alimentos essenciais. As quedas mais expressivas foram apuradas em João Pessoa (-11,30%), Rio de Janeiro (-6,27%) e Fortaleza (-5,12%). Dentre as sete localidades onde o preço da cesta subiu, os destaques foram Belém (5,85%), Goiânia (5,22%), Vitória (4,79%) e Salvador (4,48%).


No período de 12 meses – entre fevereiro de 2008 e janeiro último – a alta verificada no custo da cesta básica superou 10,0%, em 10 capitais, com destaque para Vitória (20,10%), Florianópolis e Natal (ambas com 18,02%) e Salvador (16,59%). Seis localidades registraram variação abaixo daquele patamar, as menores apuradas em São Paulo (5,43%), Recife (6,41%) e Belo Horizonte (7,03%). Ainda não existem dados anuais para Manaus.


Apesar de registrar retração de 2,99% no preço dos gêneros de primeira necessidade, em janeiro, Porto Alegre manteve-se como a capital com a cesta mais cara (R$ 247,25). Com um pequeno aumento de 0,85%, São Paulo passou a apresentar o segundo maior valor (R$ 241,53), enquanto a forte alta ocorrida em Vitória fez com que a capital capixaba ocupasse o terceiro posto, com R$ 238,44. Os menores preços para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais foram registrados em Recife (R$ 177,60), João Pessoa (R$ 177,88) e Aracaju (R$ 184,48).


Com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. O recuo no custo da cesta em Porto Alegre fez com que o salário mínimo necessário, em janeiro, correspondesse a R$ 2.077,15, ou seja, 5 vezes o piso vigente de R$ 415,00. Em dezembro, o menor salário pago deveria ser R$ 2.141,08, ou 5,16 vezes o mínimo em vigor. Em janeiro de 2008, seu valor era estimado em R$ 1.924,59, o que correspondia a 5,06 mínimos de então (R$ 380,00).