CENAM

Canal Viva Bem


Nove internos do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) agora têm uma profissão. Eles receberam do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) o diploma de pedreiros polivalentes, após participarem do curso profissionalizante que é fruto de convênio entre o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) e da Fundação Renascer, e o Senai.


 


Os alunos tiveram notas excelentes, contam os professores. “A menor média foi oito, e a maior, dez. Estou muito orgulhoso deles, pois vi nesses meninos talento, vontade de crescer e mudar de vida”, disse José Celestino, um dos responsáveis pelas atividades. “Eu tinha uma impressão ruim destes garotos. Todo mundo acha que são pessoas sem recuperação e me surpreendi ao chegar aqui. Foi uma grande lição de vida”, afirmou o outro professor, José Gladston.


 


A alegria era visível no rosto dos formandos. “Eu pensei que minha vida ia acabar quando entrei aqui, que sairia pior do que cheguei. Hoje, consigo enxergar um futuro, uma vida melhor”, disse um dos adolescentes, de 19 anos. As aulas aconteceram de 20 de outubro a 11 de dezembro de 2008 e o conteúdo programático abordou temas como segurança no trabalho, saúde, meio ambiente e técnicas de processos construtivos de fundação, alvenaria e revestimento.


 


Cursos


 


“Nós temos buscado a profissionalização para que eles saiam daqui com perspectivas de crescimento, de trabalho, pois muitos aqui já têm filhos”, explica Maria José Batista, presidente da Fundação Renascer, acrescentando que a Fundação não vai parar por aí. “Estamos encerrando um aqui e na outra sala está começando o de eletricista, em convênio com o Senac [Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial]”, adiantou.


 


Para 2009, a Fundação Renascer já preparou uma série de cursos, como serigrafia, pedreiro, pintura predial, eletricista, higiene e beleza, cuidador de idoso, mecânica. “Estamos montando a programação de acordo com as demandas dos adolescentes”, explicou Maria José.


 


A presidente da Fundação Renascer disse ainda que os adolescentes vão contar com uma loja na Fundação Renascer para comercializar a produção e um programa de egressos, com uma equipe multidisciplinar para dar apoio aos adolescentes que deixam as medidas protetivas e sócio-educativas. “Muitas vezes, o adolescente volta para cá por falta de informação e orientação, pois ficam sem alternativas. Nós trabalhamos para reinseri-los na sociedade, que é onde eles têm que ficar”, completou.