Vacina contra a Febre Amarela é indicada para que vai para zonas endêmicas

Canal Viva Bem


A Secretaria de Estado da Saúde (SES) distribuiu no último mês de dezembro 1.195 doses da vacina contra a febre amarela para os 75 municípios sergipanos. Deste total, Aracaju recebeu o maior quantitativo, 500 doses. A única forma de evitar a doença é a vacinação, oferecida gratuitamente e disponível nas unidades de saúde dos municípios em qualquer época do ano.


A vacina é indicada a todas as pessoas que vão viajar para áreas endêmicas: Amapá, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Roraima, Amazonas, Pará, Goiás e Distrito Federal. A distribuição de doses da vacina contra febre amarela é feita mensalmente e a aplicação deve ser feita pelo menos 10 dias antes da viagem, tempo necessário para a proteção comece a surtir efeito.


A dose é contra-indicada a gestantes, imunidepremidos (pessoas com sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas gema de ovo. Ela pode ser aplicada a partir dos 9 meses e tem validade de 10 anos. Cada município sergipano dispõe de pelo menos uma sala de vacina localizada em uma Unidade de Saúde da Família (USF). Na capital, há 10 salas. A vacinação é gratuita. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), Sergipe não registra casos de febre amarela desde pelo menos 1999.


Perguntas e respostas


1 – Por que está se falando tanto sobre Febre Amarela?


Atualmente, o vírus da febre amarela circula apenas nas áreas de matas. Não há registro de casos urbanos desde 1942. Por uma ação preventiva, o Ministério da Saúde acompanha todas as mortes registradas de macacos, que são os hospedeiros dos vírus. No final de dezembro, registrou-se morte de macacos próximos de cidades do Distrito Federal e de Goiás. As autoridades, antes dos resultados de exames laboratoriais, chamaram a população para se vacinar, com o objetivo de proteger a população antecipadamente.


2 – Onde a febre amarela está ativa? Quais as áreas de risco?


A febre amarela circula na natureza da região Norte, da região Centro-Oeste, Maranhão e Minas Gerais. Essas são áreas consideradas de risco. Além delas, há as regiões de transição (oeste dos estados do Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) e a de potencial risco (sul dos estados da Bahia e do Espírito Santo).


3 – O alerta do Ministério da Saúde é para quais regiões?


O alerta é para as regiões de Goiás e do Distrito Federal. A medida foi tomada pois macacos morreram próximos das áreas urbanas. A ação é preventiva, para proteger a população. A rede pública está chamando a população a se vacinar.


4 – Como posso me prevenir contra a doença?


A rede pública de saúde possui uma vacina totalmente eficaz contra a doença. Ela é produzida pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz. A produção brasileira é referencia mundial.


5 – Todos devem tomar a vacina?


A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica dos estados onde há risco de contágio e está disponível também no restante do país. A imunização pode ser aplicada a partir dos seis meses de vida. A recomendação de vacinação é para quem vai viajar para as áreas de risco ou quem não tenha se vacinado nos últimos 10 anos e mora nessas localidades.


6 – Eu já tomei a vacina. Preciso revacinar?


A vacina protege a pessoa por dez anos. Ou seja, se você tomou a vacina depois de 1999, não é preciso revacinar. A vacina é totalmente eficaz durante os dez anos.


7 – Se eu não moro na área de risco, preciso me vacinar?


A vacina está disponível nos postos de vacinação de seu Estado. A recomendação é que, se você pretende ir para uma área de risco, vá a um posto de saúde dez dias antes.


8 – se eu moro na área de risco, mas na região urbana, preciso me vacinar?


Consulte a sua caderneta de vacinação. Se você tomou a vacina há mais de 10 anos, faça o reforço. Se tomou depois de 1999, fique tranqüilo, você está imunizado.


9 – Ao sair do posto de vacinação, já estou imunizado?


Não. O efeito de proteção começa a contar a partir do décimo dia após a vacinação. Ou seja, quem pretende viajar para as áreas de risco deve ir a um posto de saúde dez dias antes.


10 – A febre amarela estava erradicada nas áreas urbanas desde 1942. Como está a situação atual?


Ela continua erradicada nas áreas urbanas. A febre amarela no Brasil tem sido exclusivamente silvestre. Entre 1996 e 2007, o país registrou 349 casos de febre amarela. Todos aconteceram em pessoas que entraram nas matas e não tinham tomado a vacina contra a doença.


11 – Há o risco de a doença se espalhar para grandes centros urbanos como Rio e São Paulo?


Existe uma grande barreira sanitária montada pelo Ministério da Saúde, estados e municípios contra a urbanização da febre amarela. A vacinação é uma mostra deste esforço. Em regiões de risco, a medida atinge mais de 90% da população. Outra mostra é o monitoramento das mortes de macacos. Uma ação sentinela para o risco de infecção de humanos. Isso significa que o Ministério da Saúde e demais autoridades sanitárias tem uma série de instrumentos que evitam o surgimento da doença em áreas urbanas.


12 – Quais os sintomas da doença?


A doença é caracterizada pela febre alta, dor de cabeça, vômito e insuficiência dos rins e do fígado.


13 – Existem contra indicações da vacina?


A vacina contra febre amarela é contra-indicada em crianças com menos de 6 meses de idade; imunodepressão transitória ou permanente, provocada por doenças (neoplasias, AIDS e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou pelo tratamento (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de 2 semanas, radioterapia etc.); gestação em qualquer fase deve ser analisada; e reações relacionadas a ovo de galinha e seus derivados.


* Com informações do Ministério da Saúde