SINTESE

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Prefeituras de 23 municípios encerraram 2008 sem pagar professores


Professores e alguns servidores da Educação terminaram o ano de 2008 sem salários de dezembro e outros direitos como férias ou 13º salário. A alegação dos gestores é a mesma: falta de dinheiro. Até agora somente o município de Ribeirópolis anunciou uma solução, após audiência com o sindicato, de que fará pagamento no próximo dia 20. Em Areia Branca será realizada audiência dia 21.


De acordo com levantamento feito pelo Sintese os municípios de: Monte Alegre, Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Canindé do São Francisco, Areia Branca, Ribeirópolis, Pinhão, Cedro de São João, Neópolis, Pacatuba, Salgado, Pedrinhas, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Rosário do Catete não pagaram o salário de dezembro aos educadores. Em Itabaiana professores que estão ocupando cargos de secretário de escola, readaptados e aposentados pagos pelo município também não receberam salários em dezembro.


13º salário


A prefeitura de Gararu não pagou o décimo terceiro salário. Já o caso de Ribeirópolis, Pacatuba e Pirambu ainda é mais complexo, pois as prefeituras não efetuaram o pagamento do décimo terceiro e nem do salário de dezembro, sendo que em Pacatuba os professores também estão sem os salários desde o mês de novembro. Em Tomar do Geru, 40% dos educadores não receberam salários. Em São Domingos os professores não receberam as férias de 2008 e m Porto da Folha as férias de 2008 e 2007.


Atraso sem motivo


Para o Sintese não há justificativa para atraso de salários, pois os recursos do Fundeb, que são utilizado para o pagamento dos professores, chegam às contas das prefeituras nos dias 10,20 e 30. “Isto se configura um desrespeito a legislação, pois a justificativa da faltas de recursos não é plausível, principalmente no caso dos prefeitos reeleitos. A falta de salário deixa não só os professores em situação difícil, mas também suas famílias e numa análise mais ampla até o comércio local”, frisa a uma das diretoras do departamento de Base Municipal do Sintese, Maria Lúcia Barroso.


O sindicato vai enviar ofícios aos prefeitos cobrando providências e também procurar a intermediação do Ministério Público.