Simpósio aborda importância de ações integradas no tratamento de câncer

Canal Viva Bem


A importância da realização de ações integradas no tratamento ao câncer foi o principal enfoque abordado no 1º Simpósio de Enfermagem e Farmácia em Oncologia de Sergipe, ocorrido no último sábado no Hotel Aquarius. O evento reuniu estudantes, médicos, enfermeiros e farmacêuticos da capital e outros Estados do País.


 


Na abertura do simpósio o oncologista e hematologista, Carlos Souza Guimarães falou do surgimento da doença, dos aspectos genéticos, moleculares e de hereditariedade que podem desencadear um tipo de câncer. Ele contou que as últimas pesquisas realizadas reconhecem a importância do estudo das bases moleculares, e não apenas das células. “Não se pode falar em câncer, sem falar nos fatores, biológico, genético e fisiológico do paciente”, informou o especialista.


 


Em relação às estatísticas das pessoas que tratam algum tipo de câncer, o médico revelou que no Hospital Cirurgia, onde a Clinica Onco Hematos tem atuação direta, inicialmente foram atendidos 40 pacientes. Em seis meses o número passou para 450 pacientes.  


 


Para falar sobre a introdução à farmacologia do Antineoplásicos, a enfermeira Ludmiller Mota, lembrou que atualmente existem 17.852 mil drogas disponibilizadas no mercado para o tratamento de diversas doenças. No caso da cancerologia na década de 80, eram utilizadas apenas cinco drogas no tratamento. Hoje a indústria farmacêutica disponibiliza 100 drogas.


 


De acordo com a enfermeira com especialidade em farmacologia, os profissionais precisam estar atentos para a importância do uso em conjunto das drogas. Ela explicou que um paciente em tratamento de câncer, é atendido por uma equipe interdisciplinar.


Nesse sentido o médico formula o diagnostico e decide o remédio que o paciente irá tomar. O profissional de farmácia prepara a medicação e o de enfermagem, recebe e administra o medicamento.  Ao final ele observa a evolução do tratamento para informar ao médico os resultados alcançados com o tratamento.


 


O farmacêutico Pablício Nobre destacou entre outras questões a importância na qualificação de fornecedores – laboratórios. Da necessidade do profissional de ter conhecimento da droga que o paciente irá utilizar. “Remédio errado, mal administrado pode levar a morte”, informou.


 


Outro aspecto abordado é relativo aos requisitos dos medicamentos. Eles precisam ter registro na Anvisa e as embalagens precisam ter as orientações em português. Os medicamentos que não possuem registro não podem ser comercializados, o ato se configura crime hediondo. “Depois do advogado, o profissional que mais entende de legislação é o farmacêutico”, confirmou.


 


As novas drogas existentes para o tratamento de alguns tipos de câncer foi o tema abordado pelo oncologista André Peixoto, recém-chegado ao Estado, vindo do Hospital Albert Einstein (SP). Durante a palestra, ele relacionou os medicamentos e as dosagens utilizadas, relatado casos e os resultados obtidos.


A análise minuciosa do hemograma é fundamental para saber se o paciente oncológico tem condições de enfrentar certos tipos de tratamentos. “Através do sangue, a gente sabe com está a imunidade do paciente”, citou a hematologista Lourdes Alice Marinho, que abordou sobre a avaliação do hemograma para a liberação de quimioterapia.


 


Durante o evento, a psicóloga e administradora da Onco Hematos, Rossana Sales, enfatizou que uma das preocupações da clínica em realizar o simpósio foi chama atenção os altos custos do tratamento oncológico. “A questão do custo é uma realidade nos setores privado e público da saúde. É preciso que se estabeleça uma relação de parceria para custear o tratamento”, relatou ela, frisando que no Brasil existem poucos estudos de fármaco-economia.


 


A manipulação de antineoplásicos foi o tema abordado pela farmacêutica Karinne Cruz. Ela que detalhou todos os cuidados na preparação das medicações a serem ministradas em pacientes em tratamento quimioterápico. O assunto foi complementado pela enfermeira Simone Kameo, que falou sobre os procedimentos que devem ser observados antes da administração de antineoplásicos.


 


O seminário contou também com a participação do farmacêutico Lucas Nogueira, da Coordenação de Vigilância Sanitária de Sergipe, que explicou qual o papel da Vigilância na oncologia. Dentre as exigências do órgão às unidades que realizam tratamento oncológico, está a implantação do programa de controle médico de funcionários que trabalham com aplicação de terapia antineoplásicas. Ele detalhou ainda como deve ser feito o correto manejo dos resíduos, que devem ser separados por classes.


 


Mortalidade


O câncer é a segunda doença que mais mata no Brasil. Em primeiro lugar estão as doenças cardiovasculares.  Entre o público feminino os cânceres mais comuns são de mama, colo do útero e de pulmão. Nos homens o de próstata é o mais perigoso. , Em função da cultura masculina contrária ao exame de toque retal. Em seguida vem o câncer de pulmão e de estômago, que varia conforme as regiões brasileiras.


Entretanto deve-se ressaltar que o câncer de pele é o que tem maior incidência no País.