Saúde de Aracaju realiza mutirão de exame de lâmina no bairro Soledade

Canal Viva Bem

Durante todo sábado, 18, a Unidade de Saúde da Família Carlos Hardman Cortês, no bairro Soledade, realiza mutirão especial para o público feminino. Com palestras sobre câncer de mama, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e, principalmente, a realização de exames citopatológicos do colo do útero (exames de lâmina), os profissionais que atuam no local montaram um esquema de atendimento visando o conforto e o esclarecimento de dezenas de mulheres, preferencialmente, cidadãs com idade entre 25 e 64 anos (ou mulheres com vida sexual ativa).

Segundo a gerente da USF Carlos Hardman Cortês, Patrícia Gonçalves, há dez dias as equipes de Saúde da Família realizaram um trabalho forte para informar sobre o mutirão de casa em casa. Também foram usados propagandas em moto de som, carro de som, internet e chamamento na própria unidade para mobilizar o público alvo. “Apesar de já realizarmos este exame todas as segundas, terças e sextas aqui na unidade, nós resolvemos montar um mutirão neste sábado para facilitar o acesso dessas mulheres, que muitas vezes não têm tempo durante a semana para cuidar da saúde. Como o resultado da participação popular vem sendo bem satisfatório, deveremos fazer uma ação desse porte por semestre”, pontua.

Um total de 102 mulheres fez o exame de lâmina durante a ação.Vindas do próprio bairro Soledade e algumas também do bairro Santos Dummont, as cidadãs foram recebidas por uma comissão para preenchimento de ficha, em seguida foram orientadas para a palestra sobre os assuntos relativos ao mutirão, só então realizaram os seus exames. O processo todo durou menos de 30 minutos.

Para a paciente, Gilenilda Maciel, a iniciativa da Saúde de Aracaju aconteceu em momento ideal. “Este mutirão serve tanto para a realização de exame e explicações sobre doenças quanto, mas principalmente, para despertar o interesse em nós, mulheres, do cuidado mais intenso com o nosso corpo. A adesão das moradoras em participar mostra que esta iniciativa veio em boa hora. Certamente sairemos daqui muito mais espertas quanto às doenças e multiplicaremos estas informações para nossas amigas e vizinhas. Devemos multiplicar o que aprendemos aqui hoje”, enfatiza.

Já para a dona de casa Úrsula Feitosa, a escolha do sábado veio em momento oportuno, por possibilitar uma atenção minuciosa, com maior tempo para o cuidado. “Durante a semana temos muitos afazeres e ao saber do mutirão me preparei para participar. Já tinha muitos anos que não comparecia a este tipo de exame, e vi aqui uma grande oportunidade de me cuidar melhor e saber como está minha saúde”, esclarece.

Para a enfermeira, Elnice Coelho, por se tratar de um exame muito íntimo, muitas mulheres ficam com vergonha de realizá-lo, mas o mutirão vem para desmistificar os tabus e fazer com que as pacientes entendam a importância desta ação. “Algumas mulheres nunca fizeram este exame, por isso a palestra inicial para quebrar um pouco do medo e da vergonha é fundamental. Quando percebemos que a paciente tem vergonha, conversamos e explicamos que o medo tem que ser superado em prol do combate ao câncer, por exemplo. Assim conseguimos realizar um trabalho ágil e preciso na coleta do material que será analisado”, explica.

A gerente Patrícia Gonçalves informa que o objetivo é sempre a prevenção de doenças, principalmente o câncer do colo do útero, além de detectar possíveis casos de DSTs. “Estamos contando com o apoio de nossos profissionais, que se empenharam nesta atividade. Ao todo são 16 pessoas, entre administrativo e parte de saúde (enfermeiras e auxiliares). Em aproximadamente dez dias entregaremos os resultados. As lesões de baixo grau trataremos aqui na unidade. Os casos mais complexos encaminharemos ao Centro de Referência de Saúde da Mulher, para que as pacientes façam seus tratamentos”, explica

Segundo Patrícia, a preocupação com o câncer de colo de útero precisa ser um alerta constante. “Esse é um dos principais tipos de câncer que acometem as mulheres e a prevenção é essencial para evitar os riscos da doença. Temos que frisar que alguns fatores contribuem para a doença (início de atividade sexual precoce, multiplicidade de parceiros sexuais, higiene intima inadequada, não usar camisinha nas relações sexuais, infecção pelo HPV)”, informa.