Oncologista da Onco Hematos fala sobre Câncer de Próstata

Canal Viva Bem

O oncologista clínico da Onco Hematos, Dr. Thiago Menezes, concedeu entrevista na manhã desta sexta-feira, 21, para a rádio 103 FM, no programa Primeira Mão, com André Barros. O tema da entrevista foi o Câncer de Próstata que é um dos tipos de câncer de maior incidência nos homens. 

Segundo o oncologista, o câncer de próstata é o mais comum nos homens tirando o câncer de pele, que ainda é o maior tipo de câncer do mundo. “Com relação às estatísticas existem mais de um milhão de casos de câncer de próstata por ano no mundo e no Brasil mais de 60 mil casos por ano, isso no período de 2016/2017”, disse Dr. Thiago.

Um dos principais problemas relacionados ao tema ainda é o receio que os homens têm do exame da próstata. “Tem estudo que mostram que pessoas com 80 anos que faleceram, foram feitos estudos e 80% dessas pessoas tinham câncer de próstata mas não morreram de câncer de próstata. O que eu quero chamar atenção com esse estudo é que é uma doença muito prevalente nos homens e que vem com a idade”, explicou.

De acordo com o oncologista, o PSA, conhecido por Antígeno Prostático Específico, pode ser avaliado através de um exame de sangue simples feito em laboratório e que serve para diagnosticar alterações na próstata como prostatite, hipertrofia benigna da próstata ou câncer de próstata, por exemplo. “Mesmo com o exame PSA ainda existe muita resistência dos homens para realizar a consulta médica, ao contrário das mulheres que desde cedo, principalmente a partir do momento que começam a ter uma vida sexual ativa, procuram o profissional ginecologista para saber como está a saúde”.

Dr. Thiago ainda afirmou que o PSA veio para auxiliar a diagnosticar a doença nas pessoas assintomáticas, ou seja, aquelas que ainda não tem sintomas da doença. “O câncer de próstata normalmente é uma doença indolente, e como o paciente não sente dor, o teste do PSA agregado com o toque retal no exame clínico ainda é a melhor forma de diagnosticar a doença, e é indicado a partir dos 50 anos de idade. É importante destacar que a elevação dos índices de PSA no sangue não significa diagnóstico de câncer, pois com o envelhecimento a próstata tende a crescer e isso aumenta o índice de produção de PSA e, às vezes, não é câncer, pode ser uma doença benigna da próstata ou alguma infecção ou inflamação”, afirmou.

Outro ponto debatido pelo oncologista foi a expectativa de vida da população. “A expectativa de vida aumentou no mundo todo e isso é graças ao acesso à saúde que pessoas estão tendo, aos avanços dos estudos com relação às doenças, à evolução nos tratamentos, assim como o diagnóstico precoce das doenças, que aumentam ainda mais a expectativa de vida das pessoas”.

Orientações

De acordo com Dr. Thiago o Ministério da Saúde preconiza o PSA como forma de rastreamento da doença, porém o mais importante é fazer o acompanhamento anual com o médico urologista a partir dos 50 anos. “O que eu quero alertar é que com o PSA acaba sendo feito muito rastreamento da doença, mas nem todos os pacientes seria necessário realizar um tratamento pois a doença pode não trazer danos, isto é, uma lesão de próstata mínima não precisa de tratamento apenas acompanhamento anual com o médico urologista e com o PSA, às vezes, muitos pacientes acabam descobrindo a doença e são tratados com quimioterapia ou outro tratamento sem necessidade. Então reforço que o mais importante é que a partir dos 50 anos seja realizado o acompanhamento com o urologista, realizando o toque retal para avaliar a próstata e caso haja alguma alteração realizar uma biópsia para identificar a doença”, finalizou.

Ascom/Onco Hematos