Hemolacen quer ampliar cadastro de doadores de medula óssea

Canal Viva Bem


O Centro de Hemoterapia e Laboratório Central de Saúde Pública (Hemolacen) está incentivando empresas públicas e privadas, ONGs e diversas entidades a cadastrar seus profissionais como doadores de medula óssea, responsável pela produção de componentes do sangue. A doação beneficia pacientes que sofrem de leucemia e aplasia de medula óssea, além de crianças portadoras de alguns tipos de doenças genéticas. As chances de encontrar uma medula óssea compatível na família chegam a 35%. Se o doador não for parente, as possibilidades caem para apenas 0,1%.


 


Este ano, foram inscritos no Hemolacen apenas 559 doadores de medula óssea e a expectativa é de que este número dobre até o mês de outubro. Em média, são realizados 80 novos cadastros por mês. “Ainda existe muita desinformação. Nosso papel é esclarecer a importância das doações de medula e oferecer os meios para que isso aconteça”, afirmou a médica Mariamália Andrade, gerente de atividades do Hemolacen. 


 


A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos e é conhecida  popularmente como “tutano”. Nela são produzidos os componentes do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.


 


Apesar de o número de doadores cadastrados em Sergipe ainda ser baixo, já são parceiras do Hemolacen instituições como o Banco do Estado de Sergipe (Banese), Unimed, Caixa  Econômica Federal (CEF), Instituto Luciano Barreto Júnior, Del Mar Hotel, Departamento Estadual de Habilitação e Obras Públicas (Dehop), GBarbosa, TV Atalaia e Tribunal de Contas do Estado (TCE), dentre outras.


 


Coleta


A coleta de sangue para cadastrar novos doadores de medula óssea é realizada todas as segundas e terças-feiras no Banco de Sangue do Hemolacen. O doador voluntário precisa ter entre 18 e 55 anos e apresentar um bom estado geral de saúde. As coletas realizadas em Sergipe são encaminhadas uma vez por semana  para o Hemocentro de Recife – PE (Hemope).


 


Todo o sangue coletado de doadores cadastrados é encaminhado ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), instalado no Instituto Nacional do Câncer (INCA), onde estão disponíveis os dados dos doadores em todo o sistema nacional.


 



“Quando um paciente necessita de medula óssea, solicitamos ao Redome que identifique se há algum doador compatível. Se houver, o doador é consultado  sobre sua vontade de fazer a doação. A coleta é feita através de punções na região pélvica posterior, com anestesia e sem dor. No dia seguinte, o doador já pode voltara para casa e realizar suas atividades normalmente”, explicou o presidente do Hemolacen, Roberto Gurgel.


 


As chances de encontrar uma medula óssea compatível na família chegam a 35%. Se o doador não for parente, as possibilidades caem para apenas 0,1%. Por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, maiores chances os pacientes têm de receber o transplante de medula.


 


Cadastro


O doador de medula óssea deve manter seu cadastro atualizado para que possa ser rapidamente localizado em caso de compatibilidade com algum paciente. As atualizações dos dados cadastrais de doadores de medula óssea devem ser informadas ao Instituto Nacional de Câncer através do e-mail redome@inca.gov.br , ou ainda pelo telefone (21) 3970-4100.


 


Para mais informações sobre o cadastro de doadores, basta entrar em contato com assistente social Rosely Dantas, do Serviço Social do Hemolacen, pelo telefone (79) 3259-3174. O Banco de Sangue está localizado no Centro Administrativo Augusto Franco, bairro Capucho, próximo ao Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE).