ESTUDO

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A agroindústria é uma atividade econômica estratégica para o desenvolvimento sustentável do Nordeste


 


A agroindústria de frutas e hortaliças apresenta-se como atividade econômica dinâmica e estratégica para o desenvolvimento sustentável do interior dos Estados nordestinos. Esta é uma das conclusões de recente estudo implementado pelo Banco do Nordeste, por meio do seu Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene). De autoria dos agrônomos Aílton Santos e Simone Brainer e do economista Wendell Carneiro, o estudo foi objeto de artigo científico publicado na última edição da revista Conjuntura Econômica.


 


Os autores acreditam que a Região possui condições climáticas aptas para suprir com regularidade, qualidade e quantidade as demandas de frutas e hortaliças das agroindústrias de produtos elaborados ou matérias-primas semi-elaboradas destinadas à segunda transformação industrial. Para comprovar o desenvolvimento da agroindústria nordestina, eles citam como exemplo a consolidação de pólos frutícolas e de agroindústrias processadoras em vários Estados nordestinos.


 


Segundo o coordenador da área de estudos rurais e agroindustriais do Etene, Airton Saboya, a dimensão alcançada pela fruticultura irrigada e de sequeiro no Nordeste sugere uma adequação e modernização dos canais de comercialização para facilitar a abertura e a ampliação de mercados para os produtos processados, agregadores de valores e com maior duração de vida nas prateleiras. “Nesse sentido, a agroindústria tem sido apontada como uma das alternativas mais apropriadas para proporcionar uma distribuição eqüitativa dos benefícios gerados pela fruticultura e horticultura nordestina, já que utiliza os excedentes de matérias-primas, além de gerar emprego e proporcionar a interiorização do desenvolvimento”, afirma Airton.


 


Ele destaca, no entanto, uma série de problemas a serem solucionados, como a predominância de atravessadores no processo de comercialização, a dependência do Centro-Sul na compra de embalagens, rótulos e etiquetas e a elevada ociosidade entre pequenas e micro-unidades, justamente aquelas com maior capacidade de gerar emprego nas cidades do interior.


 


Pesquisa


O trabalho mostra que o suprimento de matéria-prima é geralmente feito na própria região, em áreas próximas às unidades processadoras concentradas; que o Nordeste ainda depende da importação de vários insumos necessários à elaboração dos produtos; e que a região também lança mão de produtos de outros estados e países tendo em vista a necessidade de diversificar produção; entre outras conclusões.


 


Segundo o agrônomo e consultor Ailton Santos, o cenário sinaliza uma crescente integração das agroindústrias responsáveis pela primeira transformação das matérias-primas (produção de polpa, sucos concentrados, manteiga, liquor e pó de chocolate e amêndoa de castanha de caju) com aquelas responsáveis pela segunda transformação, que resulta na produção de alimentos prontos para consumo (sucos, doces, amêndoas de caju, chocolate e achocolatado, molhos, extratos e purê de tomate).