Controle ambiental vai gerar economia na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes

Canal Viva Bem


A instalação de um poço artesiano na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MSNL) vai gerar uma economia anual de R$ 336 mil por ano com o abastecimento de água. O cálculo é da Coordenação de Infra-Estrutura (Coinfra) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que elaborou um Plano de Controle Ambiental voltado para o uso racional dos recursos naturais. O poço artesiano vai aproveitar a água do lençol freático do terreno. Para isso, foram feitas análises da água coletada no manancial encontrado na área de vegetação e constatou-se a boa qualidade da água cristalina, própria para consumo humano.


Segundo o engenheiro ambiental Haroldo DOliveira Santos, responsável pelo projeto, o controle da água de abastecimento é a primeira etapa do plano, que foi iniciado com a avaliação dos abrigos de armazenamento de resíduos, a análise do fornecimento de oxigênio gasoso medicinal e a vistoria das instalações elétricas. O trabalho engloba ainda um programa de modernização do controle de pragas e vetores, que irá combater insetos e roedores existentes nos arredores da maternidade.


Segundo Haroldo DOliveira, esta é a primeira vez que será instalado um poço artesiano em uma unidade de saúde pública sergipana. “Temos uma experiência semelhante no Hospital Santa Isabel, que possui um poço artesiano há 30 anos e não dá sinais de que vá secar. É uma fonte inesgotável e é isso que esperamos também do manancial que foi encontrado”, diz o engenheiro, que acredita em uma economia de mais de 90% da água que é fornecida pela DESO.


Compromisso ambiental


A previsão é de que a vazão do poço que já começou a ser perfurado e está em fase final de conclusão seja 150% maior que a demanda consumida pela maternidade. Cerca de 50% da água utilizada na unidade, aproximadamente 1.080 metros cúbicos por mês, é gasta com a lavagem da roupa.


“A economia vai permitir que os recursos possam ser aplicados em outras coisas, como equipamentos modernos e novas tecnologias para os usuários dos serviços da maternidade. Além disso, o que vamos investir em equipamentos para a instalação do poço, cerca de R$ 6 mil, vai se pagar logo no primeiro mês. Os resultados serão compensatórios”, afirma Haroldo.


O diretor geral da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, George Caldas, destaca a importância do projeto de controle da água. “Além do compromisso com o erário público, o plano vai garantir a manutenção da qualidade da água usada na unidade e contribuir com a preservação do meio ambiente, trazendo benefícios também para funcionários e usuários dos nossos serviços”, conclui.


Consumo


A meta do Engenheiro e Gerente de Contratos da Coinfra é gerar 2.400 metros cúbicos por mês, atingindo 100% do consumo. “A intenção é fazer uso apenas da água captada pela bomba do poço, usando a água que é fornecida pela Deso apenas em momentos emergenciais, como a quebra de uma bomba, por exemplo”, explica.


Uma segunda análise físico-química e bacteriológica da água será feita em dois laboratórios de Aracaju para a confirmação final de sua qualidade que, na primeira análise, apresentou índices aceitáveis de dureza e cloretos e mostrou-se apropriada para consumo.


“Vamos fazer mais uma análise da água depois que o poço chegar aos 15 metros de profundidade para que sejam reforçados os parâmetros exigidos pela Portaria 518, que dita a qualidade da água para consumo. A partir daí, vamos instalar a bomba e colocá-la para funcionar o mais rápido possível”, informa DOliveira.


Fonte abundante


O manancial descoberto pela Coinfra parece ter uma vida útil longa. Haroldo DOliveira descreve o local com um lençol freático distribuidor, isto é, onde são depositados os volumes de água que servem de reserva para outras áreas. Outra vantagem do poço, segundo o engenheiro, é a drenagem que deverá acontecer com a retirada do volume de água. “Com um consumo de 120 mil litros de água por dia, vamos conseguir drenar o terreno, o que é positivo, já que é muito úmido e tem um lençol freático superficial”, conta.


Além da instalação do poço artesiano, o projeto de controle de água de abastecimento prevê ainda o tratamento dos efluentes líquidos, monitoramento da qualidade da água, desinfecção e limpeza das caixas dágua, análise microbiológica quinzenal e implantação do Programa de Produção Mais Limpa (P+L), responsável pelo controle efetivo de desperdício de água e produtos químicos usados no tratamento, controle de concentrações de produtos químicos, distribuição e uso racional da água e produtos de higienização e lavanderia.