Programa Viva Bem entrevista nutróloga para falar sobre alimentação saudável

Canal Viva Bem

No programa Viva Bem deste sábado, 2, Magna Santana entrevistou no quadro Alô Doutor a médica nutróloga Paula Cavallaro. O bate papo aconteceu para falar sobre alimentação saudável. Durante a entrevista, a nutróloga explicou que é possível fazer uma dieta sem sacrifício e esclareceu que alguns alimentos são desonestos com a sua saúde. O programa vai ao ar todos os sábados a partir das 8h na Ilha FM. Confira a entrevista:

Magna Santana:Quando se fala em dieta muita gente faz cara feia. O que fazer para ter uma alimentação saudável sem muito sacrifício?

Paula Cavallaro: Eu participo de um princípio na alimentação que é preciso ter um bom senso, é preciso ser honesto com você mesmo e fazer um bom equilíbrio na alimentação. Eu sou contra a palavra dieta. O que se deve fazer é uma rotina de hábitos melhores, com escolhas de alimentos melhores. É preciso lembrar que os alimentos não são iguais para todo mundo, um brigadeiro muitas vezes tem a mesma caloria de uma maça, isso vai depender muito do organismo da pessoa, pois dentro do nosso corpo esse alimento será redistribuído. Então falar de comida, dieta, alimentação saudável nesse tempo moderno, e muitas vezes sem tempo, é realmente complexo. O segredo é você saber ter uma escolha melhor até mesmo com o que você tem na sua geladeira. Aproveitando os alimentos naturais, sem muitos conservantes, que muitas vezes nos enganam.

MS:Quais esses alimentos desonestos? Que muitas vezes nos enganam?

PC:É simples encontrar esses alimentos desonestos. São muitos alimentos encontrados em supermercados com conservantes, que muitas vezes viciam. Exemplo: refrigerante, aquele tempero que vem no miojo, salgadinhos e até mesmo o leite é um alimento desonesto na nossa alimentação. Hoje infelizmente comer bem virou exceção e comer errado virou regra. Quando uma pessoa que está fazendo uma dieta e está num ciclo de amigos ela é estimulada a quebrar a regra, fugir um pouco da dieta e isso acaba desestimulando a pessoa a continuar a dieta.

MS:O que acaba acontecendo muitas vezes é de ficar fazendo dieta durante a semana e nos fins de semana se sentir liberado para comer o que quiser…

PC:Eu sou a favor do “tô livre, tô liberado”! Mas isso deve ser feito com consciência. Aos poucos é que vamos construindo hábitos mais saudáveis, não é num piscar de olhos que a pessoa vai mudar totalmente a sua forma de alimentação. Tudo é uma construção de hábitos. O refrigerante, por exemplo, é tão danoso quanto o cigarro. Há anos as associações de nutrologia lutam para ter essa informação nas propagandas. Da quantidade de substâncias tóxicas que contém nos refrigerantes. Talvez se isso acontecessem, as pessoas fossem mudando aos poucos essa rotina de tomar tanto refrigerante.

MS:Quanto a questão do leite. Porque ele é desonesto na nossa alimentação? Ele era considerado que bom para os ossos e para a mulher principalmente.

PC:O leite não é tão bom quanto as pessoas pensam. E pior ainda para a mulher, que é cheia de hormônios. Nós somos compostas por eixos hormonais e o leite de vaca tem 20 vezes mais proteína que o leite materno, mas é agressor e inflamatório. O nosso estômago não tem a enzima necessária para quebrar toda a proteína do leite e acaba com o tempo retardando o processo digestivo. Quanto ao leite desnatado, também é mito dizer que seja mais saudável, pois depois dos quatro anos de idade nosso corpo não está mais apto a tomar leite. Mas não é preciso quebrar na sua alimentação tudo que for derivado do leite. O importante é ter um bom senso e reduzir esse hábito na alimentação aos poucos.