Prevenção combinada é o destaque da campanha do carnaval 2017

Canal Viva Bem

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Programa Estadual IST/Aids, já lançou a campanha para o Carnaval 2017. Com o tema ‘Se o clima esquentar, não vacile: use camisinha’, o foco é a prevenção contra o HIV e demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), divulgando os métodos que compõem a ‘Prevenção Combinada’.

“Constatamos que muitas pessoas, apesar de reconhecer o risco, optam por não utilizar a camisinha, o que se configura como escolha perigosa. Por isso, damos continuidade a campanha de divulgação da ‘Prevenção Combinada’ como forma de evitar as ISTs. Essa é a primeira vez que esse tema ganha destaque em uma campanha de Carnaval”, esclareceu o gerente estadual do programa IST/Aids, o médico Almir Santana.

Ainda segundo o gestor, de 1987 até o presente ano, Sergipe notificou 5.483 casos de HIV/Aids. Além disso, entre os anos de 2010 e 2016, foram contabilizados 460 casos de hepatite C, 757 casos de hepatite B. A partir de 2013, dados parciais revelam 1.270 casos de sífilis em Gestantes e 1.432 casos de sífilis em crianças.

Para contribuir com a sensibilização e a difusão dos mecanismos de prevenção dessas doenças, a campanha conta com material informativo, porta camisinha, abadás, faixas e divulgação nas redes sociais. A novidade desta campanha é o “chapéu camisinha”, que chamará a atenção da população para o tema com bom humor e irreverência. “A disponibilização desse material é direcionada aos municípios que realizarão eventos carnavalescos nesse período”, ressaltou Almir Santana.

A diretora da Vigilância Epidemiológica da SES, Giselda Melo, também compôs a mesa e ressaltou a necessidade de fortalecer o controle contra as ISTs, com destaque para a sífilis. “A doença já se configura como um problema de saúde pública e, por isso, é importante que a população seja conscientizada e adote as medidas preventivas”, revelou.  

Municípios

Diversos representantes dos municípios sergipanos estiveram presentes na reunião de lançamento. Eles receberam kits para distribuir entre os membros das equipes que atuarão durante o Carnaval. “Sabemos que o carnaval é uma festa em que as pessoas mudam o comportamento. Há excessos. Por isso a campanha é importante para orientar a população. Este ano, a novidade do chapéu-camisinha atuará como mais um elemento que chamará a atenção do público durante os trabalhos que iremos desenvolver”, destacou a coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Estância, Marcela Abreu.

O município de Canindé do são Francisco foi representado pela coordenadora do programa DST/Aids no município, Ildeclécia Freitas. Ela afirma que apesar de não haver programação carnavalesca sob realização do município, a campanha será propagada nos blocos privados que ocorrerão na cidade. “Faremos uma intensificação da campanha que é realizada anualmente. Haverá inclusive um bloco da saúde onde atuaremos de forma mais ativa, junto com enfermeiros e demais profissionais da secretaria municipal de saúde, para fortalecer a divulgação da importância da prevenção”, acrescentou.  

Prevenção Combinada

De acordo com o gerente do programa estadual IST/Aids, esse é um método que destaca o tratamento como prevenção. A estratégia vem sendo divulgada desde a campanha elaborada para o “Dia Mundial de luta contra a Aids”, que ocorre sempre no dia 1º de dezembro.

Entre as medidas contempladas estão: a realização do teste rápido, o tratamento e a profilaxia pós-exposição, para situações de risco. “Nesse caso é utilizada a medicação antirretroviral, que deve ser administrada até 72h após o contato com o vírus”, explicou Almir Santana.

A prevenção combinada também engloba a realização de teste rápido durante o pré-natal, que deve ser realizando tanto pela gestante, quanto pelo seu parceiro. Caso o resultado seja positivo, ou reagente, o tratamento correto pode reduzir os riscos de transmissão para o bebê. Além disso, a campanha alerta para cuidados com equipamento e seringas ou agulhas, que não devem ser compartilhados, pois oferecem risco de contaminação. 

Fonte: ASN

Foto: Morgana Barbosa/SES