Nova coordenação auxilia na prevenção de infecções hospitalares no HUSE

Canal Viva Bem


Foto: Márcio Garcez


O Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE) passa a contar a partir deste mês de março com a atuação da nova Coordenação de Epidemiologia Hospitalar. O serviço é estimulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e reflete o que há de mais novo em termos de tecnologia para prevenção e combate às infecções hospitalares. Além disso, a nova coordenação oferece uma oportunidade inédita para que a administração do HUSE passe a fundamentar suas estratégias de gestão em indicativos tecnicamente elaborados.


A criação da Coordenação de Epidemiologia Hospitalar do HUSE prevê a adoção de uma nova tecnologia, a gerência de risco. Preconizada pelo Ministério da Saúde (MS), a gerência de risco é uma rede vigilante de sentinelas composta por profissionais representantes de diversos setores do hospital que, de forma integrada, passarão a desempenhar um papel decisivo tanto na prevenção de infecções e agravos compulsórios, dentro e fora do ambiente hospitalar, como também no estímulo à adoção de medidas gerenciais para o melhoramento dos serviços prestados na unidade.


“Com a criação desta coordenação nós estamos registrando um grande avanço em termos de modernização na abordagem do controle às infecções hospitalares no HUSE. São poucos os hospitais do Brasil que já aderiram a esta tecnologia. Além disso, trata-se de um serviço que está em perfeita consonância com o projeto de reforma sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (SES), já que atua em todos os níveis da integralidade na assistência ao paciente no ambiente hospitalar”, explica a coordenadora da Comissão e Serviço de Controle em Infecção Hospitalar do HUSE (CCIH/SCIH), Iza Lobo.


Gerência de risco


Composta por representantes dos setores de farmácia, hemoterapia, engenharia clínica e higiene e limpeza do HUSE, além de representantes da Comissão e Serviço de Controle em Infecção Hospitalar do HUSE (CCIH/SCIH), a gerência de risco será responsável pela busca ativa de eventos adversos à saúde, efetivando-se em quatro frentes: a hemo-vigilância, que atua na vigilância de reações adversas em transfusões sanguíneas; a farmaco-vigilância, que atua contra as reações adversas a medicamentos; a tecno-vigilância, contra as reações adversas a equipamentos e a vigilância a saneantes, que atua contra as reações adversas a materiais de higiene e limpeza que afetam, principalmente, os profissionais de saúde.


“Através de reuniões periódicas, nós traçaremos discussões com todos os integrantes para composição de um trabalho melhor integrado e buscaremos soluções para melhorias do serviço, tendo em vista que com a gerência de risco o acompanhamento dos casos de infecção passará a ser integral em toda rede sentinela”, explica.


Novas perspectivas


Para Iza Lobo, somente com a atual administração as preocupações referentes à infecção hospitalar ganharam ênfase no HUSE, passando a ser tratadas como política de gestão. Ela lembra que até pouco tempo atrás, o setor de controle de infecção hospitalar do HUSE pendia pela falta de apoio administrativo e pela falta de perspectivas para o implemento de medidas baseadas no uso de indicativos.


“A diferença básica é que a partir de agora as medidas de controle de infecção hospitalar passarão a ganhar a devida importância que mereciam, sendo, inclusive, trabalhadas junto à gestão, como condição para o melhoramento dos serviços prestados dentro do hospital como um todo”, conclui Iza Lobo.