Prefeitura retoma encontros do Sala Azul e fortalece combate à violência doméstica

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas Públicas para as Mulheres (SerMulher), retomou, na noite da última terça-feira, 6, as reuniões semanais da primeira turma da Sala Azul, espaço criado para abrigar o projeto Grupos Reflexivos, que atende pessoas autoras de violência doméstica. Os encontros coletivos tiveram início em 4 de novembro do ano passado e têm previsão de encerramento no dia 27 de fevereiro, totalizando 12 reuniões, sendo duas individuais com cada participante.

 

A secretária da SerMulher, Elaine Oliveira, destaca a importância do projeto, que já existe há 14 anos, no enfrentamento à violência doméstica. “Trata-se de um projeto desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Sergipe que vem registrando resultados significativos, mas que somente agora, na gestão da prefeita Emília Corrêa, foi implantado como política pública do município de Aracaju. A reincidência de casos caiu de 60% para 6,7%. Isso demonstra a relevância de uma iniciativa com cunho educativo, que estimula as pessoas autoras de violência doméstica a refletirem sobre seus atos e a mudarem de comportamento”, afirma.

 

Um dos participantes relatou sua impressão ao receber a determinação judicial para integrar os Grupos Reflexivos. “No momento em que recebemos a notificação para comparecer à SerMulher, geralmente ficamos um pouco assustados, sem saber como será a recepção. Mas acabamos encontrando um ambiente acolhedor, onde os participantes trocam experiências e aprendem a lidar melhor com as dificuldades do cotidiano, com as mulheres, os filhos, pais, mães e colegas de trabalho. Aprendemos a desenvolver o controle emocional, que muitas vezes nos colocou nessa situação. Está sendo uma experiência gratificante, pois encontramos pessoas em contextos semelhantes e, com certeza, ao final desse ciclo, sairemos mais tranquilos e conscientes”, relatou.

 

Durante os encontros, os participantes são estimulados a refletir sobre a violência contra a mulher, a cultura do machismo, o gerenciamento das emoções e a autoresponsabilidade. “As reuniões são conduzidas pelas facilitadoras da SerMulher, coordenadora Luciana Ribeiro e as técnicas Hellen Lira e Vanessa Correia e Flávia Keller que passaram por treinamento promovido pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça, voltado à atuação nos grupos reflexivos. No primeiro encontro, criamos uma cápsula do tempo, que será aberta ao final do processo, para que cada participante possa refletir sobre o antes e o depois dessa vivência”, explica Elaine Oliveira.

 

Texto e fotos: Ascom/SerMulher