Onco Hematos participa do I Seminário Sergipano de Cuidados Paliativos

Canal Viva Bem

A equipe multidisciplinar, que integra o Programa de Cuidados Paliativos da Onco Hematos, participou de uma mesa redonda no "I Seminário Sergipano de Cuidados Paliativos: Uma abordagem multiprofissional". O evento foi realizado na quinta-feira, 14, no Iate Clube de Aracaju e contou com a presença de diversos profissionais e estudantes da área da saúde. 

A mesa redonda foi composta pelos seguintes profissionais: a geriatra e paliativista Ana Cláudia Arantes; a enfermeira e organizadora do evento Rita Porto; a nutricionista Jaqueline Silva; a fisioterapeuta Edna Aragão; a fundadora do grupo “Câncer, e agora?”, Núbia Simões; além da equipe da Onco Hematos, representados pelo oncologista Nivaldo Vieira, o cirurgião oncológico Roberto Gurgel, a oncologista e paliativista Erijan Andrade e a psicóloga Viviana Aragão.

De acordo com Erijan Andrade, os cuidados paliativos vêm crescendo muito nos últimos anos. “Em 2016 a gente tinha um grupo muito pequeno no congresso, de 800 pessoas. No Congresso do ano passado tínhamos mais de 3 mil, ano que foi lançada a Política Pública em Saúde de Cuidados Paliativos. Então esperamos que cresça ainda mais com esse primeiro seminário em Aracaju”, ressaltou a paliativista.

Ainda segundo Erijan, a Onco Hematos conta com uma equipe atuando com cuidados paliativos, a Equipe de Cuidados Integrais. “Inclui médico, psicóloga, nutricionista, farmacêutica e enfermeira para dar um apoio integral mesmo, entenda o lado social, físico, psicológico, existencial e espiritual”, detalhou a paliativista, enfatizando que, além do seminário, a Onco Hematos realizou um Workshop antes da realização do evento para promover conversas sobre a morte, discutir casos e tirar dúvidas sobre como lidar com os pacientes e as famílias que estão passando por esse momento. 

Desmitificação do tema

Para o cirurgião oncológico Roberto Gurgel, o seminário é essencial na desmistificação do tema. “Em primeiro lugar, é preciso que os profissionais falem sobre a morte, sobre a terminalidade da vida. Esse seminário mostra que temos muita coisa a oferecer para que as pessoas possam ter um final de vida descente e viver a vida até os últimos momentos”, destacou.

“Em segundo lugar, o seminário comprova que Sergipe está antenado com o que acontece no mundo, como a Onco Hematos, que há um ano está preparando e lançando a sua própria equipe de cuidados paliativos. Estamos sempre buscando atividades multiprofissionais. A integralidade do atendimento é fundamental para que o paciente esteja o mais confortável possível para viver na plenitude até os seus últimos momentos”, completou o Roberto Gurgel.

Marco para Sergipe

A palestrante convidada Ana Claudia Arantes, é referência em cuidados paliativos. Com especialização pela Universidade de Oxford, autora do livro “A morte é um dia que vale apena viver”, a geriatra atua na área desde 1998 ministrando palestras e cursos pelo país e exterior. Durante o seminário, a palestrante falou sobre “Vida e arte: Sofrimento e Transformação”, pontuando os aspectos que colocam arte e ciência juntas para o cuidado com o paciente.

“O evento é um marco no estado, pois no Brasil há ainda uma grande dificuldade de lidar com a questão da finitude, especialmente os pacientes que estão enfrentando a fase final das doenças que ameaçam a continuidade da vida. Essa dificuldade faz com que haja um grande silêncio, fazendo com que o paciente se sinta muito só e abandonado. E o cuidado paliativo não é a arte de suspender tratamento, e sim a arte de ampliar o tratamento, fazendo com que o profissional de saúde busque conhecimento e habilidade para cuidar melhor desses pacientes. E esse é o grande objetivo deste seminário”, enfatizou Ana Claudia.

As enfermeiras Rita Porto e Thamires Souza, organizadoras do evento, pensaram nesse seminário em Sergipe para desmistificar o tema para os profissionais da cidade. “Cuidados paliativos não significam que o paciente está morrendo, mas sim que ele terá qualidade de vida até o momento de sua partida. A ideia surgiu a partir de um trabalho de conclusão do curso, que fala sobre a importância da enfermagem nos cuidados paliativos, trazendo uma abordagem holística, de uma forma integral, cuidando do paciente e da família. Estamos muito felizes de ter trazido esse seminário, das pessoas terem aceitado e acreditado no tema, não só o profissional de saúde, mas os familiares também, que são os principais cuidadores do paciente”, explicou Rita Porto.

Ascom/Onco Hematos