Agosto Branco: Sergipe deve registrar 250 novos casos de câncer de pulmão em 2026

Estimativa do INCA aponta ainda 80 novos casos em Aracaju; AMO reforça campanha de conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce

Sergipe deve registrar 250 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desse total, 80 casos são esperados somente em Aracaju. Na capital sergipana, a taxa bruta estimada é de 13,29 casos a cada 100 mil habitantes. Os números chamam atenção neste mês, quando é realizada a campanha Agosto Branco, voltada à conscientização sobre o câncer de pulmão e à importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Diante desse cenário, a Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) abraça mais uma edição da campanha Agosto Branco e reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre a doença. A iniciativa busca alertar a população para os principais fatores de risco, sinais e sintomas, além de destacar a importância da busca por atendimento profissional diante de alterações persistentes.

A realidade acompanhada pela instituição também evidencia a relevância da campanha. Em 2025, a AMO acolheu 1.672 pacientes oncológicos, oferecendo benefícios e serviços socioassistenciais. Desse total, 702 eram casos novos, o equivalente a uma média de quase 60 novos diagnósticos por mês. Entre os novos pacientes assistidos, 4,8% tiveram diagnóstico de câncer de pulmão, totalizando 34 pessoas.

Dados nacionais

No Brasil, o INCA estima 35.380 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão para cada ano do triênio 2026-2028. São estimados 18.730 casos entre homens e 16.650 entre mulheres. O câncer de pulmão está entre os tipos de câncer mais incidentes no país e no mundo.

O cenário nacional reforça a necessidade de ações de prevenção e conscientização. Segundo o INCA, são estimados 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil durante o triênio 2026-2028, considerando todos os tipos da doença. Desconsiderando o câncer de pele não melanoma, são aproximadamente 518 mil novos casos anuais.

Atenção aos sinais e sintomas

Um dos desafios para a identificação do câncer de pulmão é que, em sua fase inicial, a doença pode não apresentar sintomas específicos. Por isso, alterações persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Entre os sinais que merecem atenção estão tosse persistente, falta de ar, presença de sangue no escarro, dor no peito, rouquidão, infecções respiratórias recorrentes, cansaço frequente e perda de peso sem causa aparente.

Tabagismo é principal fator de risco

O tabagismo é apontado pelo INCA como a principal causa do câncer de pulmão. O risco também está relacionado à exposição passiva à fumaça do tabaco e a fatores ambientais e ocupacionais, incluindo contato com substâncias como amianto, arsênio, cromo, níquel e poeira de sílica, além da exposição à poluição do ar e às emissões de motores a diesel.

A prevenção da doença passa, principalmente, pelo combate ao tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis também contribui para a promoção da saúde e para a redução de fatores associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

Informação e rede de apoio

Para a AMO, o Agosto Branco representa também uma oportunidade para fortalecer a rede de apoio às pessoas que enfrentam o câncer. Além do tratamento médico, pacientes e familiares podem precisar de acompanhamento social, emocional e assistencial durante diferentes etapas da jornada contra a doença.

A instituição atua nesse processo oferecendo benefícios e serviços socioassistenciais a pacientes oncológicos, especialmente àqueles em situação de vulnerabilidade. A campanha reforça que informação, prevenção, diagnóstico precoce e uma rede de apoio são fundamentais no enfrentamento do câncer de pulmão.

A população pode contribuir com o trabalho desenvolvido pela AMO por meio de doações, ajudando a instituição a manter os serviços oferecidos aos pacientes oncológicos.

Informações: Ascom da AMO
Foto: Arquivo institucional